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3º domingo de Setembro - Dia da Escola Dominical

3º Domingo de Setembro
Dia da Escola Dominical

Para celebrar o mês inteiro:
Você pode celebrar não apenas o dia, mas o mês da Escola Dominical. A cada domingo apresente, de forma criativa, a toda a Igreja, uma, duas ou mais das características da Escola Dominical. Para Isso você pode preparar um mural e ir acrescentando figuras, etc, que representem cada aspecto dela. Organize pequenas gincanas, corais, homenagens aos diversos coordenadores da E.D., aos alunos mais antigos, etc, para celebrar domingo a domingo.

A ESCOLA MAIS ORIGINAL DO MUNDO
(Osmary Cardoso Pereira e Phyllis Reily) 

1 - Escola para Todos 
A Escola Dominical é uma verdadeira universidade - única no sentido de abranger, entre os seus alunos, pessoas de todas as idades, desde os bebês até os vovôs e vovós, e pessoas de todos os graus de cultura e posição social.

2 - Escola de Serviço
Outra característica importante da Escola Dominical é que seus obreiros trabalham de graça. Em todo o mundo, há centenas de milhares de professores que oferecem gratuitamente os seus serviços, para esta obra de treinamento espiritual, moral e social de seus alunos.

3 - Escola da vida Cristã
A finalidade da Escola Dominical é ensinar às pessoas a viverem um relacionamento criativo com Deus e umas com as outras.

4 - Escola que canta
A Escola Dominical é uma Escola alegre. A música é usada desde as classes maternais até a dos adultos. Escola que canta para louvar a Deus e para compartilhar alegrias.

5 - Escola da Bíblia
A Bíblia é o livro texto da Escola Dominical. É a sua biblioteca principal. A seu lado, a literatura cuidadosamente preparada para melhor explicá-la, atendendo às necessidades dos alunos, levando em conta sua idade, interesses e capacidade.

6 - Escola do Companheirismo
A Escola Dominical nos ensina a viver juntos. Juntos participamos dos estudos em classe; juntos brincamos e trabalhamos; juntos participamos de campanhas para ajudar o próximo e para mostrar o amor de Jesus. Juntos cantamos e juntos oramos como Jesus ensinou: "Pai Nosso..."

7 - Escola Missionária
A Escola Dominical é uma expressão de obediência à ordem de Jesus: "Ide... Pregai..." Além disso, a Escola Dominical desperta nos alunos o desejo de não apenas contribuir mas também se envolver pessoalmente na obra missionária da Igreja.

8 - Quanto custa?
Sim, quanto custa? Que taxa deve ser paga para a matrícula nesta Escola? Apenas isto: (vira o cartaz) - NADA. É de graça. Considerando que sua obra expressa o ensinamento do Mestre, a Escola Dominical também está dizendo: Melhor é dar.
E está dando: oportunidades de conhecer as leis de Deus e seu amor, de conviver uns com os outros, de cantar e orar juntos e juntos buscar outros.

Entrevista com Dona ESCOLA DOMINICAL
(texto publicado na revista Voz Missionária adaptado por Rosete de Andrade)

( Entra um grupo de crianças):

Criança: Dona Escola Dominical, sabemos que hoje é seu aniversário. Queremos lhe dar os parabéns e também conversar... podemos fazer uma entrevista?

Escola Dominical: Pois não, meus alunos e alunas! Que bom vocês terem lembrado! Sentem-se e digam o que vocês gostariam de saber?

( As crianças se sentam e cada uma pega papel e lápis, como se fossem anotar a entrevista).

Criança: Gostaríamos que a senhora nos contasse um pouco sobre sua origem.

Escola Dominical (deve ser acompanhada com música bem suave): 
- Ah... isso foi há muito tempo lá na Inglaterra. Era o ano de 1769. Eu nasci do sonho de uma jovem metodista chamada Hanna Ball. Nasci do amor, e do compromisso dos metodistas com a criançada empobrecida do século XVIII. Hanna, apoiada pelo Pastor John Wesley e muitas outras educadoras metodistas, que foram colaborando com o movimento, desenvolveram formas inéditas para alcançar essas crianças.
Era um tempo difícil, as famílias eram numerosas e trabalhavam muitas horas por dia. As crianças também trabalhavam de segunda a sábado. No domingo, único dia em que estavam livres do pesado trabalho, perambulavam soltas pelas ruas.
Hanna resolveu então juntar essas crianças no domingo para ensinar sobre o amor de Deus. Além da Bíblia, ela as ensinava a ler e escrever, ensinava também matemática e dava-lhes noções de higiene.

Criança: Tudo isso na Escola Dominical?

Escola Dominical: É, naquele tempo somente as crianças filhas das famílias mais ricas iam para a Escola, por isso a preocupação de ministrar todos esses conteúdos. As crianças passavam praticamente todo o dia de domingo aqui, na Escola Dominical.

Criança: Gente, que legal. Eu não sabia que a Senhora tinha nascido na nossa Igreja Metodista... Como foi que se espalhou o movimento?

Escola Dominical: 
Bem, o tempo foi passando, o grupo foi crescendo e aos poucos os resultados começaram a aparecer. Aqueles encontros começavam a fazer diferença na vida daquelas crianças! As pessoas viam os bons resultados e passavam a acreditar e apoiar o projeto. Foram surgindo outros grupos, outras Escolas Dominicais!! 
Em 1780, um outro jovem chamado Roberto Raikes, jornalista em Gloucester, também na Inglaterra, deu um grande impulso ao movimento das Escolas Dominicais. Ele herdou de seu pai um jornal e a situação dos meninos jornaleiros começou a preocupá-lo: tão pequenos e já trabalhando; vendendo seu jornal muitas vezes na chuva e no frio. Sem instrução, crescendo nas ruas em meio a vícios e crimes...
Robert sentiu um profundo desejo de ajudá-los. Ele queria contribuir para que aquelas crianças tivessem alguma oportunidade de se tornarem pessoas úteis e felizes.
Assim, começou a reuni-los na Escola Dominical. Quatro anos depois, Robert Rakes recebeu o título de "Benfeitor dos Pobres", e já haviam Escolas Dominicais espalhadas por toda a Inglaterra.

Criança: Puxa, deu resultado mesmo, heim? E no Brasil, quando começou? Como foi que aconteceu?

Escola Dominical: Ah, no Brasil, a nossa primeira Escola Dominical também se deve à Igreja Metodista. A primeira Escola Dominical em nossa terra foi fundada pelo Rev. Justin Spauding, um missionário metodista, em junho de 1836. Infelizmente ele teve de retornar aos EUA e as reuniões da Escola Dominical foram suspensas. Quase 20 anos depois, em 1855, foi que o missionário congregacional Robert Kalley, fundou sua escola Dominical em Petrópolis. 
Os metodistas também foram os pioneiros na publicação de revistas para a Escola Dominical. O missionário metodista John James Ransom, que retoma o trabalho metodista no Brasil em 1875, além de fundar o jornal Expositor Cristão, publica também logo depois de sua chegada as revistas “A NOSSA GENTE PEQUENA”, para crianças, e “A ESCOLA DOMINICAL”, para adultos. 

Criança: É, faz muito tempo! Qual o segredo para continuar atraindo sempre tantas pessoas?

Escola Dominical: Esta é uma boa pergunta, meu filho. Realmente já estou com mais de duzentos anos... Mas o segredo é que eu me "renovo como a águia". As pessoas que vem aprender comigo são de todas as idades, por isso meu programa tem que ser continuamente atualizado e adequado a todas as idades. Não envelheço porque caminho sempre junto com os meus alunos e alunas.

2ª Criança: E as coisas costumam acontecer exatamente como o planejado?

Escola Dominical: Ah, infelizmente não! Existem muitas coisas que atrapalham o meu bom funcionamento. Naturalmente, agora não dá para lhes dizer tudo...

Criança: Sim, mas a senhora podia nos falar um pouco sobre as dificuldades que vem enfrentando?

Escola Dominical: Está bem. Vocês sabem que vivemos na Escola Dominical como em uma família, não é? Quando, às vezes, nos esquecemos disso, então eu não posso ir muito bem. Há outras dificuldades... Quando, por exemplo, os professores não se preparam bem para desenvolver sua missão; ou quando os alunos não estudam a lição em casa e conseqüentemente não contribuem muito no estudo em classe; quando os horários não são respeitados... Eu não me sinto nada bem quando as pessoas não me levam a sério! E há ainda aqueles que fazem de conta que eu não existo: não estão nem aí para mim. 

Criança: A senhora deve ficar muito triste quando estas coisas acontecem, não?

Escola Dominical: Olha, fico muito, muito triste! (Agora com a voz mais animada:) Mas há também as muitas coisas boas que compensam: pessoas realmente preocupadas em estudar a Bíblia e conhecer qual a vontade de Deus para as suas vidas; os grupos se preparando para melhor servir a Deus; o Ministério da Escola Dominical se reunindo para planejar e avaliar as minhas atividades... Esta é a receita para que eu caminhe bem.

SEGUNDA PARTE - TESTEMUNHOS:

01 representante de cada segmento (01 criança, 01 jovem, 01 pai ou mãe falando do atendimento que o/a filho/a recebe, 01 idoso) partilhando sobre o que represente a ED na sua vida, o que acrescenta, etc. Quem sabe contar uma história que marcou... 

Criança: Dona Escola Dominical, antes de irmos embora gostaríamos que a senhora soubesse que estamos muito felizes pelo fato da senhora existir e pela alegria que temos em conhecê-la e aprender de Jesus e da vida com a senhora!

Criança: Temos aprendido muitas coisas...

Criança: Temos aprendido a ser mais amigos e companheiros;

Criança: Temos aprendido a dar nossa contribuição para construirmos um mundo mais feliz como Deus quer;

Criança: É... a senhora tem nos ajudado a crescer como Jesus: em estatura, sabedoria e graça.

Criança: Damos graças a Deus porque podemos contar com a senhora, Dona Escola Dominical! E porque a cada domingo podemos estar aqui para aprender mais.

Criança: Em nome de todas as crianças a quem a senhora ajuda queremos lhe agradecer.

Criança: Em nome de toda família que a senhora orienta queremos lhe falar da nossa felicidade.

Criança: Em nome de toda a Igreja de Jesus queremos lhe dar os parabéns por mais este aniversário. Como presente preparamos uma música em sua homenagem, esperamos que goste e que anime ainda mais nossos encontros dominicais. 

Música: Domingo é um dia especial (CD Missão:Aventura Possível)

Terceiro Momento (logo após os testemunhos):

Escola Dominical: Muito obrigada, crianças! Quero cumprimentar a todos aqueles que de alguma forma contribuem para o meu bom funcionamento: professores, coordenadores, alunos. Sem a ajuda de todos vocês, eu não poderia existir.
Sem o empenho e o compromisso de todos vocês eu não cumpriria a contento minha missão enquanto agência de formação da Igreja, enquanto espaço de reflexão bíblica e preparação para o ministério para o qual Deus tem chamado a cada um. 
E se você ainda não é meu aluno, experimente participar e descubra o quanto nossos encontros são especiais.

Dramatização:

AS DUAS ESCOLAS
Osmary Cardoso Pereira

Preparação:
- Use flanelógrafo
- prepare em cartolina ou papel cartão o desenho da escola "escola triste" e da "escola alegre"
- prepare também em cartolina flores pintadas com guache;
- cole flanela ou lixa atrás para que as figuras possam aderir ao flanelógrafo.

Dramatização:
Dirigente:
Porque hoje é o Dia da Escola Dominical, vamos contar-lhes a história da experiência de uma Escola Dominical.
( Enquanto as crianças fazem a leitura, o dirigente coloca no quadro a figura da Escola Triste)

Leitura (por cinco crianças)
1ª - Era uma vez uma Escola Dominical muito triste.
1ª, 2ª, 3ª, - Muiiiiiiiito triste mesmo!
1ª - Rosto comprido...
2ª - Olhos baixos...
3 ª- Sem sorriso...
Todas: Por que seria?
4ª - Havia muitas razões.
5ª - Começava pelo horário. Ela nunca começava nem terminava na hora certa.
1ª - Os professores não se preparavam para ensinar a lição.
2ª - Os alunos chegavam atrasados.
3ª - Não traziam ofertas. Perdiam as revistas.
4ª - Das Bíblias? Ninguém se lembrava.
Todas: POBRE ESCOLINHA TRISTE!!! 
3ª - E para cantar?
1ª - desafinados...
5ª - desanimados...
2ª - E na hora da oração?
4ª - Crianças conversando... Gente saindo e entrando...
Todas: POBRE ESCOLINHA TRISTE!!!
5ª - Quando aparecia um visitante...
1ª - ninguém lhe cumprimentava,
2ª - não lhe indicavam um lugar, nem lhe ofereciam uma revista.
3ª - E o visitante nunca mais aparecia.
Todas: POBRE ESCOLINHA TRISTE!!!
(intervalo, com música pesada e triste)

Dirigente: 
Mas o tempo passou, e um dia...
(trocar no quadro a figura da "Escola Triste" pela "Escola Alegre")
Dirigente: 
Um dia, que alegria!!! Tudo mudou. A Escola Triste, alegre ficou... Mas, o que foi? O que aconteceu? Foi um milagre?

(outras 5 crianças vão chegando e colocam flores ao redor da Escola Alegre, dizendo o que significam:)
1ª - A Escola agora começa e termina suas atividades na hora.
2ª - Os professores não faltam e se preparam para ensinar.
3ª - Os alunos são assíduos e pontuais.
4ª - Todos prestam atenção na hora da lição.
5ª - Cantam com alegria. Há silêncio na hora da oração.
3ª - Trazem flores. Dão ofertas.
1ª - Os visitantes são recebidos com alegria.

Dirigente:
E nunca mais aquela Escola ficou triste. É agora uma Escola viva, que cumpre a sua missão.

Todos: ( Cantam com a música do hino "Avante, Avante ó crentes":)

"Agora aquela Igreja, cumpre a sua missão,
Ensina a todo mundo viver como cristão.
Seguindo o exemplo do melhor Professor,
Ensina a todo mundo a praticar o amor."

Duas crianças falam:
1ª - E a nossa Escola, como é que é?
Desanimada? Ou forte, de pé?

2ª - Vamos todos prometer, nesta data especial,
Amar e tudo fazer pela nossa Escola Dominical. 

JOGRAL:
NA ESCOLA DOMINICAL

Todos: Nós, as crianças da Escola Dominical, dizemos com muita alegria: Benvindos! Benvindos todos hoje aqui!

1ª Criança - A vocês já mais crescidos;
3ª Criança - A vocês queridos professores;
4ª Criança - O nosso abraço de carinho e amizade.
2ª Criança - Hoje é o "Dia da Escola Dominical".

Todos: Dia de alegria! Dia de gratidão!

1ª Criança - Obrigado, ó Deus, pela existência da Escola Dominical;
2ª Criança - Obrigado, ó Deus, porque através da Escola Dominical temos aprendido do teu amor.
3ª Criança - Como Deus é bondoso e está sempre cuidando de nós!
4ª Criança - Como Deus é amigo e quer que cuidemos uns dos outros!

Todos: Como uma grande e bonita família que se quer bem!

2ª Criança - Na Escola Dominical temos conhecido Jesus e seus ensinamentos:
3ª Criança - Como Jesus cuidou das crianças, das mulheres, dos doentes.
4ª Criança - Como Jesus pediu que seus seguidores pudessem continuar fazendo este trabalho de cuidar uns dos outros.
1ª Criança - Na Escola Dominical aprendemos como o Espírito Santo fortalece nossa fé em Deus e nosso trabalho para que o mundo seja melhor.
2ª Criança - Na Escola Dominical nós aprendemos sobre o Evangelho do Reino de Deus.

Todos - Escola Dominical precisamos muito, muito de ti!

4ª Criança - Escola Dominical, somos gratos a Deus pelas lições, pelos exemplos...
2ª Criança - pelos amigos, pelos professores...
1ª criança - pelas horas alegres que aqui passamos...
3ª Criança - vamos todos dizer bem alto: Bendita sejas, Escola Dominical! 

Todos: Bendita seja, Escola Dominical!

HISTÓRIAS:
(Histórias que ressaltam a importância da Educação Cristã):

A ROSEIRINHA TORTA
(Autor Desconhecido )

Era uma vez, um homem que possuía um jardim muito grande. Cresciam nele flores de todas as cores - vermelhas, amarelas, rosas, brancas... Algumas delas estavam perto da cerca. Outras cresciam em grandes caramanchões, outras em grandes fileiras.

Perto deste jardim morava um menino chamado Antônio. O menino amava as flores e muitas vezes largava seus brinquedos e encostava seu rostinho na cerca para olhar o grande jardim.

Antônio também tinha um canteiro, mas muito pequenino. Ele possuía uma pá para afofar a terra e uma lata para carregar água, mas tinha poucas flores para cuidar.
O dono do jardim grande tem um jeito muito esquisito - pensou Antônio. Ele nunca rega as plantas, nem mesmo quando passa muito tempo sem chover; não arranca o capim, nem afofa a terra ao redor das plantinhas; não ajuda suas plantas a crescerem e, além disso, não colhe uma flor sequer. Quando caminha pelo jardim traz as mãos nos bolsos e diz sempre ao jardineiro que cuide delas.
Um dia, quando ele visitava o jardim, parou em frente a uma pequenina roseira. Era uma roseirinha imperfeita. Além de ser pequenina, era torta e nela havia somente umas folhinhas verdes e insignificantes.
- Arranque-a. Ela nunca dará flores. Atire-a no caminho, disse o dono do jardim grande ao jardineiro. E o empregado fez exatamente o que ele mandou.

Naquele dia Antônio estava jogando futebol e a todo instante a bola se perdia no meio do capim e do mato pra lá da cerca. Procurando apanhá-la avistou, por cima da cerca, a roseirinha torta, arrancada com raiz e tudo, e jogada onde o jardineiro a lançara.

Pobre roseirinha! Que maldade fizeram com você! Você nunca dará rosas aí onde está. Eu vou arranjar uma terra fofa para você, disse Antônio.

Assim dizendo, correu depressa até sua casa e trouxe a pá e a lata d'água. Então bem no centro de seu pequeno canteiro, ele começou a cavar. Quando a terra estava bem revirada, tirou as pedras e fez um buraco onde plantou a roseirinha torta e colocou terra fofa ao redor de seu pé. E a roseirinha torta procurou ficar na posição mais reta que podia. O pequeno menino então pegou a lata d'água e molhou a roseirinha torta.

Os dias foram se passando e Antônio nunca se esquecia da roseirinha torta. Cada dia, assim que acordava e se levantava da cama, ia até à janela para olhar a roseirinha torta. O calor do sol a aquecia e algumas vezes a chuva a refrescava. Quando não chovia o pequeno Antônio a regava.
- Há muito mais folhinhas verdes nela, e ela está maior e mais reta, disse o menino muito satisfeito.

Um dia Antônio encontrou um botãozinho verde e sua mãe lhe explicou que dali sairia uma rosa. "Cuide bem dela", acrescentou a mãe de Antônio; e o menino cada dia a olhava da janela assim que saía da cama.
Certa manhã quando ele espiou, bateu muitas palmas e chamou sua mãe. Nem podia esperar para se vestir. Estava se abrindo uma rosa branca na roseirinha torta.

Cada pessoa que passava, naquela manhã, por sua casa, parava para ver a roseirinha torta com a sua única rosa branca.
- Onde foi que você a arranjou? Perguntaram as crianças surpreendidas.
- Eu ajudei o Pai Celestial a cuidar dela e ela cresceu, disse Antônio.
- Que beleza! Como você arranjou esta qualidade tão rara? - disseram os grandes.
- Eu ajudei o Pai Celestial a cuidar dela e ela cresceu, disse Antônio.
De tardinha ele ouviu uma voz do outro lado da cerca. Era o dono do jardim que estava falando:
- Que rosa lindíssima você tem aí, meu filho. É mais bela que qualquer uma das minhas. Como você a conseguiu?
- O senhor não se lembra daquela roseirinha torta que mandou arrancar e jogar fora? Pois é ela! Eu a apanhei no lixo e a plantei. Ajudei o Pai Celestial a cuidar dela e ela cresceu - respondeu o menino.

E o dono do jardim se foi, repetindo para si as últimas palavras do menino: Eu ajudei o Pai Celestial a cuidar dela e ela cresceu...

O TOMATEIRO DO SR. BRETAS 
(Autor Desconhecido )

Zequinha morava pertinho do Sr. Bretas. O Sr. Bretas era um velhinho que vivia numa casinha pequenininha com um jardinzinho na frente. Zequinha gostava muito de conversar com o velhinho porque ele tinha sempre uma boa história para contar.

Um dia, quando Zequinha passou para fazer uma visita ao seu amigo, viu que ele estava agachado perto de um canteiro mexendo na terra. Abriu a porteirinha e correu para perto dele:
"O que o Sr. está fazendo, Sr. Bretas?"
"É você, meu amiguinho! Que bom vê-lo aqui outra vez. Eu hoje estou cuidando de uma plantinha que nasceu aqui, veja só".

O Zequinha olhou e viu que era uma plantinha pequenininha, que vinha mostrando suas folhinhas verdes. Como Zequinha morava na cidade e não conhecia bem as plantas ele perguntou ao Sr. Bretas: "Que planta é esta Sr. Bretas?"
"É um tomateiro, Zequinha. Veja aqui como é verdinho. Ele vai crescer, vai ficar deste tamanho, vai dar uns tomates vermelhos que serão uma beleza. Você vai ver".

Depois de conversar um pouquinho com seu amigo, Zequinha foi embora. Todos os dias ele voltava à casa do Sr. Bretas e não se esquecia de ir olhar o pé de tomates para ver se havia crescido mais. E o tomateiro ia crescendo mesmo.

Primeiro estava deste tamanhinho. Depois ficou assim. Depois assim. E assim. E assim. Quando já estava grandinho, Zequinha, um dia em que ele foi novamente na casa do Sr. Bretas, notou que o pezinho de tomate estava começando a ficar torto. Ele falou com o Sr. Bretas: "Veja, o tomateiro está ficando torto".
"Oh! exclamou o Sr. Bretas, o tomateiro está precisando agora de nossa ajuda para que possa crescer direitinho. Vamos ajudar o tomateiro a crescer".

Dizendo isto o velhinho foi lá no fundo do quintal, arranjou uma estaca, fincou perto do tomateiro e amarrou o pezinho com um barbante na estaca.

À medida que o tomateiro crescia e começava a entortar outra vez, o Sr. Bretas o amarrava na estaca com mais um pedacinho de barbante. Qual não foi a alegria do Zequinha quando ele viu que no tomateiro haviam aparecido umas frutinhas verdinhas, pequenininhas. - Veja Sr. Bretas, o tomateiro já está dando tomates!" - "É verdade, meu menino. Dentro de algum tempo vamos comer uns tomates bem gostosos". E foi mesmo. Dali a algum tempo os tomates cresceram, foram ficando verdes mais claro, depois meio amarelos, então alaranjados e finalmente vermelhinhos. O Sr. Bretas, com muito cuidado, cortou os que estavam mais maduros, fez um embrulhinho e disse ao Zequinha: "Leve para sua mãe, Zequinha. Vamos dar-lhe um presente". 

Quando Zequinha contou à sua professora na Escola Dominical toda esta história ela lhe falou: "Gostei muito da história, Zequinha. Espero que os tomates tenham ficado gostosos. Mas agora vamos fazer uma brincadeira. Vamos fazer de conta que uma das coisas desta história é Deus, outra é a Igreja e a outra é você. A qual destas coisas poderíamos chamar de Deus? A qual outra poderíamos chamar de Igreja? E a qual poderíamos chamar de "Zequinha?" 

Zequinha pensou e pensou. Ele era um menino muito esperto. Logo entendeu o que a professora queria dizer. Ele disse:
"Deus é o Sr. Bretas. Eu sou o tomateiro. A Igreja é a estaca".
"Muito bem, disse a professora. Mas porque você disse que a Igreja é a estaca, Zequinha?
"É fácil, professora. Não foi a estaca que ajudou o tomateiro a crescer direito?

Textos para Reflexão: 

ESCOLA DOMINICAL - PRIMEIRO MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO POPULAR
Zeni Soares

Corria o ano de 1780, na Inglaterra. Nas prisões, os presos viviam em condições desumanas. 
Nas casas, os escravos eram tratados com crueldade. 
Nas escolas que eram organizadas pelo governo, a maior confusão.
Nas minas e fábricas, milhares de crianças trabalhavam até quatorze horas por dia, sem legislação que as protegesse e sem tempo e oportunidade de brincar e freqüentar uma escola.
Nas ruas, a pobreza andava solta.
Na cidade inglesa de Gloucester, Robert Rakes, filho e neto de donos de jornal, estava muito preocupado. O índice de criminalidade crescia a cada dia.
Rakes começou a visitar as prisões e pesquisar o por quê dos crimes. Percebeu que a maioria deles ocorria no domingo, dia em que muitas crianças perambulavam pelas ruas, sem ter o que fazer.

Concluindo que a criminalidade era filha da ignorância e do ócio, Rakes resolveu cortar o mal pela raiz: decide criar escolas para as crianças perambulantes.
Em setembro de 1780, Rakes organiza o Movimento das Escolas Dominicais. Do currículo, constava alfabetização, leitura e estudo da Bíblia e do catecismo, etc.
A primeita Escola Dominical começou a funcionar na casa de uma senhora, que passou a receber um salário semanal para atender às crianças.

A Escola Dominical se espalha e continua sem apoio institucional. Ela se mantém através de contribuições de cidadãos "proeminentes", principalmente os empregadores... 

Uma comissão é formada para selecionar os livros e escolher professores, assistentes, supervisores.

Em dois anos, a Escola Dominical tinha duzentos e cinquenta mil alunos. Em três, a Inglaterra e o País de Gales tinham trinta mil Escolas Dominicais.

As reuniões eram feitas geralmente nas salas das Igrejas. Cada grupo se organizava como achava melhor.

O horário de funcionamento era das dez às doze horas, com intervalo para almoço; retornavam ás treze horas e iam até as dezessete horas e trinta minutos, com novo intervalo para lanche. O encerramento era às dezoito horas, com culto vespertino.

Hoje, são passados mais de duzentos anos desde que este movimento de educação popular começou. No Brasil, há milhares de Escolas Dominicais funcionando nas Igrejas, nas casas, ao ar livre.

Que papel estas Escolas Dominicais estão desempenhando num país onde...
... as prisões continuam em situação desumana;
... novo tipo de escravidão se instituiu: milhões de trabalhadores dão seu suor e sangue em troca de um salário de fome;
... as escolas são privilégio de uma minoria;
... milhões de crianças são carentes e continuam perambulando pelas ruas à procura de meios de sobrevivência;
... o índice de criminalidade continua altíssimo;
... a cada dia mais crianças entram no mercado de trabalho, com jornada de mais de quarenta horas semanais, recebendo, a grande maioria destes menores, menos de um salário mínimo por mês;
... a pobreza já fez "doutoramento".

O QUE A ESCOLA DOMINICAL, O MAIOR MOVIMENTO LEIGO DE TODOS OS TEMPOS E O ESPAÇO PROPÍCIO À EDUCAÇÃO POPULAR TEM A DIZER, HOJE?
É parar, pensar e começar a agir! 

O MILAGRE
AUTOR DESCONHECIDO

UM HOMEM PERDIDO - bêbado, mentiroso, desonesto, desleal, imoral, sem sentido na vida, egoísta, avarento - converteu-se pela Graça Deus e como resultado de trabalhos de amigos crentes. Transformou-se radicalmente. Todos puderam verificar a mudança que se operara em sua vida.
Diziam: É um milagre!

UM MENINO cresceu e desenvolveu-se normalmente, no lar, na Escola Dominical, na Igreja; nunca se perdeu no mundo; não se tornou desonesto, nem mentiroso, nem bêbado, nem imoral, nem egoísta, nem avarento. Pela Graça e Poder de Deus, foi salvo sem estas experiências. Aos doze anos, aceitou a presença de Jesus Cristo e de seu amor em sua vida, tornou-se membro da Igreja e dedicou sua vida ao desenvolvimento do Reino de Deus, servindo a Cristo e ao próximo.
E eu digo: é milagre!

Creio, porém, que este segundo milagre é mais desejável que o primeiro.
A ESCOLA DOMINICAL existe justamente para ser usada por Deus para desenvolver na pessoa estes dois tipos de milagres. Todavia, é o segundo que está ligado mais diretamente ao seu trabalho. 

Aos adultos, jovens, juvenis e crianças a Escola Dominical proporciona condições de:
a) Conhecer Deus e seu amor presente em Cristo.
b) Aceitar este amor em sua vida, deixando Jesus ser o Salvador e Senhor de sua existência.
c) Crescer no conhecimento, na convivência e na experiência pessoal com Deus.
d) Responder ao amor de Deus devotando seu amor a Ele, através de sua consagração e serviço ao Seu Reino e ao próximo.
e) Dar condições de preparo e desenvolvimento a seus membros para desempenharem o seu serviço.
Ela existe para todos e todas as idades, Todos precisam crescer no conhecimento da pessoas, do amor e da ação de Deus no mundo e em sua vida.

MÚSICAS

Domingo, Dia Especial – CD Missão:Aventura Possível – Departamento Nacional de Trabalho com Crianças da Igreja Metodista
Escola Dominical – CD Criativando – Igreja Metodista de Rudge Ramos
Sou Criança – Cancioneiro Canções para Toda Hora – Igreja Metodista
Escola Dominical - Cancioneiro Canções para Toda Hora – Igreja Metodista
Domingo - Cancioneiro Canções para Toda Hora – Igreja Metodista
A Alegria - Cancioneiro Canções para Toda Hora – Igreja Metodista
A Semente - Cancioneiro Canções para Toda Hora – Igreja Metodista.

A Igreja Somos todos
( Este hino deve ser entoado com a música do hino 401 do Hin. Evangélico)

A Igreja somos todos
Que amamos a Jesus;
E juntos aprendemos
A andar em sua luz.
Assim a Igreja ajuda
Seus membros a crescer
Na fé, na esperança, 
No amor, no obedecer.


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